Ensino de matriz energética na educação CTS: uma demarcação conceitual

  • Tiago Clarimundo Ramos Instituto Federal Goiano – Campus Rio Verde
  • Marcos Fernandes Sobrinho Instituto Federal Goiano – Campus Urutaí
  • Wildson Luiz Pereira dos Santos Universidade de Brasília – Campus Darcy Ribeiro
Palavras-chave: Ensino de matriz energética, educação CTS, educação CTS crítica

Resumo

Na condição de um estudo teórico, este artigo objetiva construir racionalizações em torno do significado de um ensino de matriz energética na educação Ciência-Tecnologia-Sociedade (CTS), que extrapolam o reconhecimento de diferentes impactos de determinada matriz, adentrandose em aprofundamentos ao campo conceitual de educação CTS crítica preocupada em problematizar contradições e inconsistências presentes no atual modelo de produção e consumo que requer quantidades insuportáveis de energia degradada. Nessa direção, as discussões acerca do ensino de matriz energética frente às injustiças sociais e ambientais, no contexto do uso de energia e de materiais, não podem permanecer silenciadas. Até mesmo em razão de que esse ensino acaba por reforçar concepções de neutralidade da ciência e tecnologia, balizadoras de um modelo de crescimento ilimitado que ignora limites entrópicos. Diante disso, reclama-se por mudanças no olhar de educadores e educandos sobre modelos de ciência, de tecnologia e de sociedade em direção a uma matriz energética mais sóbria. Em síntese, essa preocupação não pode se reduzir somente à busca por novas tecnologias de energia “mais limpa” e renovável, mas deve atentar-se, principalmente, para estilos de vida em sociedade que sejam mais comprometidos com a sobrevivência digna de gerações de hoje e do futuro.

Publicado
2016-07-05
Secção
Integração de conteúdos CTS nos currículos nos países Ibero-americanos