Análisis de las vivencias de aprendizaje de las ciencias y de las concepciones sobre enseñanza de las ciencias de los maestros/as de infantil y primaria en formación inicial

  • Marcia Eugenio Gozalbo Facultad de Educación de Soria, Universidad de Valladolid
  • Juan José Vicente Martorell Facultad de Ciencias de la Educación, Universidad de Cádiz
  • Natalia Jiménez Tenorio Facultad de Ciencias de la Educación, Universidad de Cádiz
  • Lourdes Aragón Núñez Facultad de Ciencias de la Educación, Universidad de Cádiz
  • José Maria Oliva Martínez Facultad de Ciencias de la Educación, Universidad de Cádiz
Palavras-chave: Concepções dos professores, CTS, ensino de ciências, Formação inicial de profesores, relato autobiográfico

Resumo

Este artigo apresenta uma análise das vivências de aprendizagem e conceções sobre ensino de ciências de futuros/as professores/as de educação infantil e primaria em formação inicial na Universidade de Cádiz, análise essa realizada a partir de uma aproximação quali-quantitativa, prévia à formação em didática das ciências experimentais. Uma amostra de 207 estudantes respondeu ao Inventario de Crenças Pedagógicas e Científicas dos Professores (INPECIP) (Porlán, Rivero, & Martín, 1997), do qual se selecionou a dimensão “Metodologia de ensino de ciências”, constituída por um total de 14 declarações. Por outro lado, recolheram-se relatos autobiográficos sobre suas experiências de aprendizagem de ciências dentro e fora das instituições educativas. Foram analisados 19 relatos, escolhidos aleatoriamente, mediante a definição de categorias e subcategorias de conteúdo. Observa-se que o modelo de ensino de ciências vivenciado pelos estudantes em formação inicial de professores/as é fundamentalmente tradicional, de transmissão–recepção, estando distante daquele que é interiorizado ao longo dos estudos de graduação e que consideram adequado, dentro do modelo construtivista. A perspectiva CTS não aparece nos relatos, pois só cerca de 10,6% se referiu à utilidade prática que a ciência teve para suas vidas diárias e em nenhum caso foram mencionados aspetos como a formação de uma atitude crítica e o desenvolvimento de uma ética em relação ao progresso científico-tecnológico. Consequentemente, continua sendo imprescindível trabalhar para fomentar este enfoque em todos os níveis educativos, incluindo a universidade.

Publicado
2016-07-05
Secção
Formação de Professores – Que avanços e boas práticas partilhar?