Espaços educativos não formais na educação formal: educação ambiental como eixo integrador do ensino de ciências

  • Flávia Nessrala Nascimento Secretaria Estadual de Educação-ES -Instituto Federal do Espírito Santo (Ifes)
  • Antonio Donizetti Sgarbi Instituto Federal do Espírito Santo (Ifes)
Palavras-chave: Espaços educativos não formais, Educação ambiental crítica, Pedagogia Histórico- Crítica, Sustentabilidade socioambiental, Ecossistemas

Resumo

O ambiente escolar deixou de ser a única fonte para busca de conhecimento. Na última década, é notório o crescimento da utilização dos espaços educativos não formais pelo espaço formal, a escola. O objetivo geral desta pesquisa foi demonstrar as potencialidades da utilização dos espaços educativos não formais dos municípios de Guarapari e Anchieta, tendo por base a educação ambiental crítica. O problema a ser respondido foi assim formulado “De que forma as aulas de campo podem contribuir para o desenvolvimento de uma educação ambiental crítica?” Para isso, sucederam-se oito etapas, entre as quais a pesquisa sobre a utilização dos espaços de educação não formal com os professores de ciências da rede estadual do município de Guarapari, as aulas de campo com alunos do 9.°ano B e C da EEEFM Angélica Paixão e a reconstrução do guia didático com base na experiência com os alunos. Os principais referenciais teóricos deste estudo foram Vigotsky, Dermeval Saviani, Carlos Frederico Loureiro e Edgar Morin. Os resultados sugerem que a utilização dos espaços educativos não formais integrados ao espaço formal contribui para a promoção de uma visão integrada sobre o meio ambiente e de uma educação consciente, crítica e problematizadora, apesar de tais características não ocorrerem de forma imediata após a realização do projeto. É importante ressaltar também a necessidade de desenvolver uma educação ambiental crítica de forma permanente em todos os níveis de ensino, e não apenas de forma pontual e desconectada das realidades sociais.

Publicado
2016-07-05
Secção
Literacias e Sustentabilidade – E depois das Décadas?