Géneros escolares segundo a Escola de Sydney: propósitos, estruturas e realizações textuais

  • Fausto Caels CELGA-ILTEC, Universidade de Coimbra; Escola Superior de Educação e Ciências Sociais, Politécnico de Leiria
  • Luís Filipe Barbeiro CELGA-ILTEC, Universidade de Coimbra; Escola Superior de Educação e Ciências Sociais, Politécnico de Leiria
  • Carlos A. M. Gouveia CELGA-ILTEC, Universidade de Coimbra; Letras, Universidade de Lisboa
Palavras-chave: género, géneros escolares, Escola de Sydney, estrutura textual

Resumo

O presente artigo propõe uma introdução aos géneros escolares, como suporte do trabalho a realizar pelos professores, na implementação de abordagens de leitura e de escrita de base genológica. Adota, para o efeito, os princípios teóricos e metodológicos da Linguística Sistémico-Funcional e, mais especificamente, dos estudos de género desenvolvidos no seio da Escola de Sydney. O artigo define o conceito de género, introduz uma sistematização de géneros escolares, organizada em função dos seus propósitos sociocomunicativos, discute a estrutura dos géneros e aflora a questão dos textos não canónicos ou mistos. O artigo socorre-se da descrição dos géneros escolares proposta em obras de referência da Escola indicada, como Martin e Rose (2008) ou Rose e Martin (2012), adaptando-a e ilustrando-a com dados originais relativos à realidade portuguesa, recolhidos no âmbito do projeto “Tex­tos, Géneros e Conhecimento – para o mapeamento dos usos disciplinares da língua nos diferentes níveis de ensino”, desenvolvido no CELGA-ILTEC da Universidade de Coimbra. Defende-se que o domínio das características dos diferentes géneros, designadamente dos seus objetivos sociocomunicativos e da sua organização estrutural, constitui o fundamento para a ação pedagógica segundo a perspetiva que integre os géneros no processo de ensino e aprendizagem.

Publicado
2020-06-09
Como Citar
Caels, F., Barbeiro, L., & Gouveia, C. (2020). Géneros escolares segundo a Escola de Sydney: propósitos, estruturas e realizações textuais. Indagatio Didactica, 12(2), 13-32. https://doi.org/10.34624/id.v12i2.17433
Secção
Desenvolvimento Curricular e Didática