Pensa globalmente, age localmente: as vozes da diversidade no livro-álbum

Palavras-chave: Literatura para a infância, Educação para a cidadania global, Diversidade

Resumo

As exigências do mundo globalizado atual, pleno de diversidade, tornam premente a preparação de indivíduos capazes de uma efetiva cidadania global, com vista ao desenvolvimento sustentável de todas as culturas e ao respeito pelos direitos humanos. A preocupação pelo bem comum está, por isso, no cerne de uma educação para a cidadania global, promotora de competências associadas a conhecimentos e atitudes e valores nos indivíduos, futuros cidadãos ativos, que exerçam um papel consciente da importância da ação local para um mundo globalizado mais justo. Neste artigo, centramo-nos na literatura para a infância, procurando descortinar caminhos de reflexão sobre a cidadania global. A formação de leitores verdadeiramente comprometidos com a diversidade, a justiça social e o desenvolvimento sustentável encontra na literatura para a infância oportunidades de reflexão. A partir de uma abordagem intertextual centrada em potenciais reflexões sobre diversidade de dois livros-álbum analisados - Bernardino (Bacelar, 2005) e Monstro Rosa (Dios, 2013) -, procedemos a uma análise de conteúdo com recurso a categorias a priori, construídas a partir do referencial definido pela OXFAM (2015a, 2015b), relativo à educação para a cidadania global. Os resultados do estudo apontam para dois livros-álbum que retratam a importância da diversidade para uma (con) vivência feliz e completa. O sentido de pertença, a construção da identidade e a autoestima brotam do reconhecimento da riqueza decorrente das diferenças. Assim, num quadro fruitivo e de reflexão, a literatura para a infância e, particularmente, os dois livros-álbum analisados revestem-se de oportunidades para a promoção de uma educação para a cidadania global.

Publicado
2021-12-20
Secção
Outros olhares