A recepção de Jó na literatura grega mais antiga

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DOI:

https://doi.org/10.34624/fb.v0i20.38400

Palavras-chave:

Padres da Igreja Ante-Nicenos, Recepção Cristã do Antigo Testamento, Questões de Tradução Bíblica, Septuaginta e Estudos Cognatos, Exegese Jobiana, Testamento de Jó

Resumo

Devido ao seu ceticismo e a uma impaciência que beira a irreverência, o Jó retratado no Texto Massorético do Antigo Testamento é uma das figuras mais desafiadoras filosófica e teologi- camente da Bíblia. O tradutor original da Septuaginta de Jó forneceu uma tradução extrema- mente flexível que deu o primeiro passo para tornar a mensagem do livro menos problemá- tica num sentido teologico. No entanto, a diferença entre o Jó da Septuaginta e o Jó ideal do Cristianismo da Antiguidade Tardia e do início da Idade Média ainda é dramática e digna de nota. Este artigo traça a recepção de Jó na língua grega desde a Septuaginta até os primeiros textos da era cristã. Também compara o Jó nestes textos com o do Testamento de Jó, um texto cuja relação com o Cristianismo é complicada. Mostrará que a recepção patrística de Jó, bem como a do Testamento de Jó, já havia progredido muito em direção a uma tipologia que levaria a uma leitura cristã da história de Jó como um homem sagrado, um santo e um prefiguração ou tipo do próprio Cristo.

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Publicado

2024-12-16