Antígone América: resistance and prefiguration of the Brazilian dictatorship
DOI:
https://doi.org/10.34624/fb.v0i21.41527Keywords:
Antígone América, Carlos Henrique Escobar, Antígona, Sophocles, Classical Reception, Brazilian dictatorshipAbstract
Throughout the 20th century, Antigone became a symbol of resistance against oppression and injustice, of the strength of the individual against the State. Since then, Sophocles’ tragedy has received countless adaptations and re-readings in which its heroine catalyzes reflection on contemporary dilemmas. In Brazil it was no different and, among the reconfigurations of Oedipus’ daughter on the American continent, I will highlight Antígone América (1962), a play that marks the debut of Carlos Henrique Escobar (São Paulo, Brazil, 1933 – Aveiro, Portugal, 2023) as a playwright. Although it was conceived and produced before the military dictatorship that was installed in the country for two decades (1964-1985), Antígone América presents a diagnosis of the social and political tensions that led to the military coup. It is interesting to discuss the transposition of the Sophoclean character to the Brazilian context at the time and how Escobar’s play contributed to making Antigone a critical voice of the dictatorship, given that the Greek tragedy will be reenacted on more than one occasion during this period. Two productions were especially significant, both from 1969, the year that marked the intensification of the dictatorship, manifested in widespread censorship, torture, and arbitrary arrests, Ato sem Perdão, directed by José Renato, and Antígona, by João das Neves, respectively in São Paulo and Rio de Janeiro.
Downloads
References
ANTÍGONA. (2024). In: Enciclopédia Itaú Cultural de Arte e Cultura Brasileira. Verbete da Enciclopédia. São Paulo: Itaú Cultural. Retrieved from http://enciclopedia.itaucultural.org.br/evento397964/antigona
ATO Sem Perdão. (2024). In Enciclopédia Itaú Cultural de Arte e Cultura Brasileira. São Paulo: Itaú Cultural. Verbete da Enciclopédia. Retrieved from http://enciclopedia.itaucultural.org.br/evento403831/ato-sem-perdao
Bandeira, L. A. M. (2010). O governo João Goulart. As lutas sociais no Brasil – 1961-1964. São Paulo: Editora da Unesp.
Campos, L. (2021). A chegada de Bertolt Brecht no Brasil através de Antonio Abujamra e o Grupo Decisão. ouvirouver, 17 (1), 11-21. Retrieved from https://seer.ufu.br/index.php/ouvirouver/article/view/56804/32512
Duarte, A. S. (2016). “Operação Lisístrata”: do teatro ao ato. A recepção da comédia de Aristófanes nos anos de chumbo da ditadura brasileira. Phaos: Revista de Estudos Clássicos, 15, 65-79. Retrieved from https://econtents.bc.unicamp.br/inpec/index.php/phaos/article/view/9453.
Duarte, A. S. (2021). A permanência de Antígona. In Sófocles, Antígona (pp. 5-11). Tradução Millôr Fernandes. Rio de Janeiro: Paz & Terra.
Beltrão, A. (2023). Antígona. Ela está entre nós. Rio de Janeiro: Paz & Terra.
Escobar, C. H. (1962). Antígone América. São Paulo: Decisão.
Escobar, R. (1999). Maria Ruth. Uma autobiografia. São Paulo: Mandarim.
Fernandes, M. (trad.). (2021). Sófocles. Antígona. Tradução Millôr Fernandes. Rio de Janeiro: Paz & Terra.
Fonseca, R. (2013). Carlos Henrique Escobar ressurge no documentário ‘Os dias com ele’. O Globo, 02/02/2013. Retrieved from https://oglobo.globo.com/cultura/ carlos-henrique-escobar-ressurge-no-documentario-os-dias com-ele-7469676
Gaspari, E. (2002). A Ditadura Envergonhada. São Paulo: Companhia das Letras.
Gaspari, E. (2024a). Dois diplomatas americanos tiveram papel relevante em 1964. Folha de S.
Paulo, 23/03/2024. Retrieved from https://www1.folha.uol.com.br/colunas/eliogaspari/2024/03/dois-diplomatas-americanos-tiveram-papel-relevante-em-1964.shtml
Gaspari, E. (2024b). Walters, o americano que esteve em todas. Folha de S. Paulo, 30/03/2024. Retrieved from https://www1.folha.uol.com.br/colunas/eliogaspari/2024/03/walters-o-americano--que-esteve-em-todas.shtml.
Machado, A. (2020). Metade é verdade: Ruth Escobar. São Paulo: Edições Sesc.
Mamberti, S., & Alves Jr., D. (2021). O senhor do meu tempo. São Paulo: Edições Sesc.
Magaldi, S., & Vargas, M. T. (2001). Cem anos de teatro em São Paulo (1875-1974). São Paulo: Senac.
Michalski, Y. (1969). Grupo Opinião, de Opinião a Antígona. Jornal do Brasil, 17/11/1969. Retrieved from http://memoria.bn.br/docreader/DocReader.aspx?bib=030015_08&pagfis=144260 .
Neves, J. (1987). Ciclo de palestras sobre o teatro brasileiro. Rio de Janeiro: Minc/Inacem.
Paranhos, K. R. (2021). João das Neves e o Grupo Opinião: cenas, política e teatro no Brasil pós1964. In F. A. Almeida (Org.), História do Brasil: uma compreensão antropológica, social, filosófica e política (pp. 161-181). Guarujá: Científica Digital.
Pompermaier, P. H. (2017). Ruth Escobar simbolizou a resistência da cultura brasileira, diz Sérgio Mamberti. Revista Cult, 06/10/2017. Retrieved from https://revistacult.uol.com.br/home/ruth-escobar-sergio-mamberti/
Prado, D. A. (1961). Uma peça violenta. (Os males da juventude). In O Estado de S. Paulo, 06/07/1961. Retrieved from https://acervo.estadao.com.br/pagina/#!/19610706-26441-nac-0009-999-9-not/busca/Escobar
Prado, D. A. (1962). Antígone América. O Estado de S. Paulo, 06/04/1962, 10.
Sófocles. (2022). Antígona. Edição bilingue (Tradução Jaa Torrano; estudos Beatriz de Paoli, Jaa Torrano). Cotia, SP: Ateliê Editorial; Araçoiaba da Serra, SP: Editora Mnema.
van Steen, E. (2006). Eva Wilma. Arte e Vida. São Paulo: Imprensa Oficial. TEATRO Itália leva Ato sem perdão. (1969). O Estado de S. Paulo, São Paulo, 20/08/1969, 11. VERSÃO brasileira de Antígone estreia no Taib. (1962). O Estado de S. Paulo, São Paulo, 04/04/1962, 9.