The dramatization of a collective guilt: Aris Alexandrou’s Antigone and the Greek Civil War as a trauma
Resumo
Este artigo examina como a adaptação de Antígona (1951) de Aris Alexandrou funciona simultaneamente como uma crítica ao absolutismo ideológico e uma reflexão sobre a culpa coletiva. Através da análise de sua estrutura, conteúdo temático e história de performance, este estudo demonstra como Alexandrou desestabiliza as narrativas binárias de vitimização e cumplicidade, desafiando tanto as historiografias de esquerda quanto as de direita sobre a Guerra Civil Grega. Explora-se como o desvio de Alexandrou em relação à narrativa sofocleana tradicional opera como um comentário político e ético sobre a violência ideológica, o exílio e a identidade nacional. Ao apresentar Antígona como uma figura complexa e ideologicamente motivada, Alexandrou questiona tanto o autoritarismo fascista quanto o comunista, evidenciando as ambiguidades morais da resistência. Além disso, o artigo analisa a encenação de 2003, dirigida por Victor Ardittis, argumentando que sua recepção ressalta os desafios de abordar feridas históricas no discurso público. Por meio de uma leitura atenta da estrutura, dos temas e da história de performance da peça, este estudo posiciona a Antígona de Alexandrou como uma obra fundamental na recepção da tragédia antiga na Grécia moderna.
obra fundamental na recepção da tragédia antiga na Grécia moderna.
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